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Oficina Melhor Idade Faz Cinema | Reportagem do Jornal da Câmara do dia 15-01-2014
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Inventário de uma resistência | CRAV abre projeto Audiovisual em Debate com discussão sobre a questão das salas de cinema em Belo Horizonte
Para abrir seu novo projeto, que vai realizar palestras mensais sobre o universo da sétima arte, o Centro de Referência do Audiovisual (CRAV) escolheu como tema o maior gargalo do cinema brasileiro: o circuito de exibição. E para falar sobre “As Salas de Cinema de Belo Horizonte e suas Transformações”, o órgão convidou o maior especialista no assunto, Ataídes Braga, que pesquisa essa história há mais de 20 anos.
O professor inaugura o ciclo Audiovisual em Debate, amanhã, a partir das 19h, no CRAV (rua da Bahia, 1.149, centro). Autor do livro “O Fim das Coisas – as salas de cinema de Belo Horizonte”, que foi lançado na inauguração do Centro em 1996, Braga pretende atualizar o apanhado histórico do circuito exibidor da capital que ele fez na obra e abrir um debate sobre o cenário da cidade hoje.
“Quero apresentar o que Belo Horizonte já foi para o público mais jovem que vai estar lá e não tem ideia das salas que já fecharam”, conta o pesquisador. Segundo ele, a capital contava com cerca de 110 espaços de exibição nas décadas de 60 e 70, que desapareceram quase por completo nos anos 1980, dando lugar aos multiplexes dos shoppings.
Uma das novidades que o professor quer destacar é o surgimento do Cine CentoeQuatro. O espaço se une ao que ele chama de “cinema de resistência”, formado pela sala Humberto Mauro e pelo Cine Belas Artes na capital.
“Ele tem uma cara de cineclube e é claramente herdeiro do Usina e do espaço Unibanco Savassi”, comenta Braga. Para ele, a programação da sala, que traz cinematografias de difícil acesso e dá amplo espaço à produção brasileira com sessões comentadas, é uma alternativa ao “lixo que é despejado semanalmente nos shoppings”.
“O Belas Artes tinha ficado sozinho com essa missão”, afirma. Além do CentoeQuatro, o pesquisador vai abordar a revitalização de antigos espaços, como o Palladium (que já está em funcionamento), o Cine Brasil e o Pathé, que continuam sendo velhas promessas.
Segundo o professor, é importante que esses espaços continuem voltando como resistência ao modelo mercadológico que dominou o circuito exibidor. “É claro que todo mundo tem interesse no mercado e ninguém faz cinema para ficar em casa. O problema não é o comercial. É o excesso de lixo e a falta de diversidade”, argumenta.
Outra questão que deve entrar em pauta no debate é o advento da exibição digital, que em breve deve dominar o circuito, e como ele afetará os cinemas de rua. O Cine Humberto Mauro – que Braga usa como paradigma de resistência e que foi objeto de seu último livro, “Cachoeira de Filmes – o Cinema Humberto Mauro como Espaço de Exibição e Resistência”, de 2011 – recentemente passou por uma reforma e ganhou o sistema de projeção digital DCP (Digital Cinema Package), que vem se tornando padrão para os principais realizadores e festivais do mundo.
O pesquisador concorda que o formato é superior às demais exibições digitais existentes e é o mais próximo da película, em termos de qualidade. Mas ele se preocupa se o preço vai ser acessível para os cinemas de circuito mais pequeno. “Se for possível popularizar para vários espaços, será uma nova alternativa de exibição. Se não, vai ser simplesmente mais filmes ruins com melhor qualidade de projeção”, explica.
Independente disso, Braga concorda que o digital é um futuro inevitável. De acordo com ele, os distribuidores – especialmente de filmes mais baratos – já ligam para as salas e perguntam se elas contam com DCP. “Se não tem, eles não mandam porque não têm o filme em película”, afirma.
Para o professor, a única forma para os cinemas de rua sobreviverem nesse cenário é por meio de políticas públicas. “A verdade é que, 30 anos depois do desaparecimento quase completo das salas de rua na capital, nada foi feito pelo poder público para resgatar esses espaços”, sintetiza.
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Programa Caleidoscópio | Tema: Cinema Brasileiro | Participações do Artesão Tagarela, Ataídes Braga, e do professor e coordenador do curso de Cinema do Centro Universitário UNA, Júlio Pessoa
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Documentário Metrópoles, de Bellini Andrade - Ataídes Braga é um dos entrevistados
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Entrevista de Ataídes Braga para a TV UFMG sobre a História das salas de Cinema em Belo Horizonte
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Entrevista sobre o Oscar 2013 concedida por Ataídes Braga à Rádio
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Desconstruindo o Cinema - Episódio 01 - O Cinema de Stanley Kubrick
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PODCAST CINEMA EM CENA #51: Os filmes de Glauber Rocha
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Cineasta José Américo Ribeiro é homenageado – Matéria do Jornal Contramão do Centro Universitário UNA
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Centenário de Mazzaropi é celebrado com homenagens
Centenário de Mazzaropi é celebrado com homenagens - Divirta-se
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Entrevista de Ataídes Braga sobre o cinema argentino para o Blog do Dr. House 2012
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Participação Programa Terra de Minas
Parte 2
A equipe do Terra de Minas visita mais duas cidades. Saiba o que acontece quando uma pequena cidade do interior de Minas se transforma em cenário de um filme. Em muitos casos, os moradores vão parar na frente das câmeras. E eles guardam até hoje lembranças daquele tempo em que viraram artistas de cinema.
Entrevista: Luiza Gonzaga (artesã); Helvécio R. (cineasta); Gilson de Oliveira (técnico em manutenção); José de Oliveira (aposentado); Anne Fonseca (neto); Ataídes Braga (professor); Cláudia Santos (agente comunitária); Isabel Siqueira (dona de casa); Antônio de Almeida (carreteiro); coordenadora de cinema; Paulo Almeida (guia de turismo); estudante.
Fonte: TV GLOBO - Programa Terra de Minas
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Entrevista Café com Letras TV - livro "Cachoeira de Filmes"
Na entrevista, o escritor fala um pouco sobre a obra, as histórias que rondem o cinema e também sua visão sobre a condição atual do mesmo.
fonte: Café com Letras TV
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Entrevista para o Blog Brasil na Cena
Entrevista concedida para o blogueiro Raphael Vidigal, autor do blog Brasil na Cena
Toda cinematografia tem importância mas o que difere cada uma delas é o registro de sua identidade, sua cultura, seus valores, a representação de seu povo, enfim, o caráter do brasileiro, não pode ou não deveria ser apresentado senão pelo brasileiro com riscos de serem caricaturados.
2- Qual movimento mais influenciou o cinema brasileiro?
Cada época teve um marca e vários registros de influências são notados, por exemplo, o nosso primeiro cinema foi muito influenciado pelas vivências de muitos pioneiros que eram estrangeiros, italianos, portugueses;já as tentativas industriais pelo modelo americano e italiano; o cinema novo e um cinema independente dos anos 50/60 claramente pelo neorealismo italiano e pela nouvelle vague francesa; as pornochanchadas pelo cinema erótico italiano e depois vários cineastas, a partir dos anos 80, por todo mundo de fora e de dentro do Brasil.

3- Qual das vertentes do cinema brasileiro tem maior repercussão artística, na sua opinião?
Depende de muitos fatores: se for do ponto de vista de público, bilheteria, os filmes que mais fizeram sucesso, são as chanchadas musicais e as pornochanchadas, se for do formato do belo, muitos filmes da Cia Vera Cruz podem ser reconhecidos; se for do político, quase todos os filmes do cinema novo, se for na contemporaneidade, podem ser Central do Brasil, Cidade de deus , Tropa de elite e tantos outros, logo depende...
4- Porque o cinema brasileiro tem um histórico de atrair pouco público às suas exibições (com exceção da chanchada)?
Não é verdade totalmente, em vários momentos, muitos filmes fizeram muito sucesso e hoje isso já não é tão determinante, muitos já o fazem, às vezes, a dificuldade é a mesma de sempre, ausência de distruibuição e falta de espaços para exibição, quase totalmente tomado pelo filmes estrangeiros.

5- Quem são os grandes diretores, os grandes produtores e os grandes atores do cinema brasileiro?
São muitos, de minha preferência: Glauber Rocha, Nelson Pereira dos Santos, Roberto Santos, Ana Carolina, Sérgio Bianchi, Eduardo Coutinho, Beto Brant, dentre outros.
Na produção, gosto mais das mulheres, Sara Silveira, Glaucia Camargos, Mariza Leão, apesar de saber da importãncia de Luiz Carlos Barreto.
Também são milhares; Oscarito, Grande Otelo, Paulo José, José Dumont, Paulo Autran, Fernanda Montenegro, Odete Lara, Glauce Rocha, Fernanda Torres, Lázaro Ramos, Wagner Moura, dentre muitos.
PERGUNTA LIVRE:
6- O que você acha do ator Paulo César Peréio?
Eu gosto muito, como ator sempre representou o lado bandido, canalha, marginal, que em muito engrandeceu o cinema brasileiro, como locutor e durante muito tempo a voz do cinema brasileiro, pouco sabem disso, é marcante, e como o conheço pessoalmente, acho brilhante, culto.
e como ele mesmo diz....não sou mau-caráter, não tenho nenhum caráter. Sobrevivo por que erro, porque peco.
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Ataídes, cineasta em BH
Entrevista publicada em 16/11/2004 no site Película de Cinema 
1) Quando foi seu primeiro contato com o cinema?
- Desde criança eu gostava de assistir filmes, de saber curiosidades, quando estava passando um filme, como funcionava... Na minha formação foi durante muitos anos, mas profissionalmente o contato só aconteceu nos últimos dez anos, tempo que eu estou oficialmente trabalhando com o cinema.
2) Quais foram suas maiores influências?
-Tenho influências de várias áreas e trouxe tudo para o cinema. Eu passei por várias áreas como o teatro, a música, a literatura. Minha primeira influência vem da música que é minha paixão, mas eu nunca consegui desenvolver aptidões para tocar instrumento. Depois da literatura que eu escrevo muito desde pequeno, mas nunca consegui o que queria realmente que era ser escritor. Fiz teatro durante muitos anos e dirigi espetáculos de teatro em Belo Horizonte. Os grandes cineastas do cinema mundial e brasileiro me marcaram, além de toda uma
geração dos anos 60; culturalmente foi que definiu minha formação.
3) Qual é sua formação?
– Sou formado em história e fui professor de história. Especializei-me em arte e depois em cinema. Dei aula de História da Arte e depois de cinema durante muito tempo na Federal e na PUC de Arcos, interior de Belo Horizonte. Como conseqüência natural eu passei a dirigir, produzir, escrever e fazer tudo na área de cinema. Como ator eu trabalhei em vários filmes aqui e em um filme no Rio de Janeiro. Como roteirista, trabalhei em vários filmes aqui e dois no Rio de Janeiro e um na Argentina. Como pesquisador eu pesquisei arquivos no Brasil inteiro e também na Argentina, no Paraguai e no México.
4) Quais são suas obras de maiores repercussões?
-Já fiz 20 filmes como ator. Recentemente, trabalhei como ator nos curtas-metragens "Vão (da solidão)", em que faço papel de padre trabalhei de assistente de direção no filme "Jogando Pelo Amanhã". Na produtora tem o filme “A Entrega” que ganhou prêmio em Gramado.
5) Fale sobre a produtora Paidéia Cinema e Vídeo
– Sou dono, sócio e proprietário da produtora de cinema “Paidéia Cinema e Vídeo”, juntamente com os sócios Marcello Marques, diretor de fotografia e José Inácio Garcia, documentarista. A produtora realiza diversos trabalhos na área audiovisual dentre eles filmes 35mm, 16mm, super 8, vídeo digital, documentários, videoclipes, comerciais e filmes institucionais. Também ministra cursos voltados para a área de formação técnica e especializada, como edição não-linear, fotografia still, animação 2D, super 8 e operação de câmera. Temos uma equipe muito grande de profissionais e agente trabalha para nossos projetos acontecerem. A idéia da produtora é ser uma produtora de cinema que tem essa preocupação: formar uma particularidade aqui da produtora. Eu dou cursos regulares todo mês. Temos cursos de edição, fotografia e animação e fazemos dublagem e locução aqui no estúdio. Somos uma produtora completa, temos todos os equipamentos que uma grande produtora precisa. A gente quer ser uma produtora de cinema de ponta e passar a produzir cinema em todos as áreas. A Paidéia faz qualquer trabalho, de institucional a um longa metragem.
6) Fale sobre seus trabalhos mais recentes na produtora “Paidéia”
- Temos o documentário “Cemitério do Peixe” sobre uma região de Conceição do Mato Dentro. Temos o documentário sobre o livro que escrevi chamado “Fim das Coisas”, sobre as salas de cinema de Belo Horizonte. Temos o curta metragem chamado “Mais um Dia”, trabalho de animação em que sou o roteirista. Mais recentemente o grande projeto da produtora é o nosso primeiro longa metragem de ficção “Enigma”, que tem a estréia em 2005 em que o roteiro é meu. Temos também os projetos de animação com meus dois animadores.
7) Quais são as dificuldades nesta área?
- Falta de investimento e de infra-estrutura de laboratório. Há uma ausência muito grande de cinema no estado de Minas Gerais, particularmente em Belo Horizonte. Todo o trabalho que se faz aqui infelizmente tem que mandar revelar em São Paulo ou Rio de Janeiro. Precisa-se aqui de uma infra-estrutura de laboratório, ter laboratório de revelação de som. Há dificuldades em comprar filme, temos que comprar filme fora, principalmente película de filme. Há também uma dificuldade de trabalhar com pessoas aqui em Belo Horizonte. Tem muita gente trabalhando seriamente, mas têm muitas pessoas trabalhando de forma errada, equivocada e picareta. O que inviabiliza, atrapalha demais é o descaso muito grande com o cinema no Estado.
8) Quais são as dicas que você daria para quem está começando agora?
- Estudar, estudar e estudar... Ver todos os filmes, ler todos os livros, fazer todos os cursos, levar a sério e encarar a profissão seriamente. Unir o gosto com o trabalho, aí sim você se realiza plenamente. Aqui na produtora a gente materializa um sonho e eu acho que isso é a idéia de uma produtora.
Autora: Juliana Marçal
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